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Vítima havia sido alvo de um plano de execução frustrado pela PM em dezembro; na ocasião, ‘missionário’ de facção foi preso em chamada de vídeo enquanto buscava a casa dela.

 

Joner Campos I Redação
Sinop I Cáceres Notícias

O que era uma ameaça de morte em Cáceres tornou-se uma trágica realidade em Sinop (480 km de Cuiabá). O corpo encontrado amordaçado e com pés e mãos amarrados em uma valeta nos fundos de uma empresa no município, na tarde desta quinta-feira (15), é de uma jovem moradora de Cáceres, identificada como sendo Larissa da Silva Nunes de 19 anos que estava na “mira” de uma organização criminosa.

O cadáver foi localizado em estado inicial de decomposição na Rua Projetada 04, no bairro LIC Sul. A cena do crime apresentava sinais nítidos de execução: a vítima estava com os pés e as mãos amarrados por cordas e a boca amordaçada com um pano tipo fralda. A Polícia Civil acredita que ela tenha sido sequestrada e levada para a região Norte do estado para ser executada pelo “tribunal do crime”.

A vítima já vivia sob constante perigo. No dia 7 de dezembro, uma ação conjunta entre o 6º Batalhão da PM e a Força Tática havia conseguido salvar a vida da jovem em Cáceres. Naquela ocasião, os policiais prenderam em flagrante um homem de 28 anos no bairro Jardim Guanabara.

 

 

O suspeito pilotava uma motocicleta sem placa e, no momento da abordagem, estava em uma chamada de vídeo com lideranças da facção criminosa, mostrando o trajeto enquanto recebia orientações em tempo real para localizar a residência da jovem e executá-la.

Após a prisão do “matador” em dezembro, a jovem foi formalmente comunicada pelas autoridades sobre a gravidade do plano de morte. As autoridades deram orientações de segurança e recomendaram enfaticamente que ela deixasse a cidade ou até mesmo o estado de Mato Grosso para tentar escapar do alcance da organização.

 

 

Apesar dos esforços das forças de segurança para protegê-la e do alerta emitido, a facção logrou êxito em localizá-la, culminando na descoberta do corpo nesta quinta-feira (15) em Sinop.

O caso agora é tratado como homicídio qualificado e organização criminosa. As polícias de Sinop e Cáceres trabalham integradas para identificar os mandantes e os responsáveis pelo sequestro e transporte da vítima até o local da execução.

O aparelho celular apreendido com o suspeito em dezembro pode fornecer pistas cruciais sobre a cadeia de comando que ordenou o assassinato.

FOTOS: Reprodução I PM