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Por TM NOTÍCIAS

A secretária municipal de Educação de Mirassol D’Oeste, Rosana de Cássia Botelho de Carvalho, registrou boletim de ocorrência após ser alvo de ameaças de morte, calúnia e difamação em um grupo de WhatsApp do município.

O registro foi formalizado na terça-feira (28), depois que a gestora passou a receber ataques com xingamentos, acusações sem comprovação de desvio de recursos públicos e mensagens com teor de incitação à violência.

 

De acordo com o boletim, um homem identificado apenas como “Fábio”, que não seria morador da cidade, teria sido incluído no grupo por terceiros e passou a disseminar áudios ofensivos contra a secretária. Nas mensagens, ele utiliza termos pejorativos, faz acusações e incentiva possíveis atos violentos, sugerindo inclusive que eventuais ataques poderiam ser tratados como “acidentais”.

Em entrevista à imprensa, Rosana relatou que os ataques tiveram início após a decisão da Prefeitura de encerrar o transporte escolar urbano no município. Segundo ela, a medida foi adotada por não haver mais necessidade do serviço, uma vez que as unidades escolares estão localizadas próximas aos bairros, sendo priorizado o transporte na zona rural, conforme prevê a responsabilidade do poder público.

 

A secretária afirmou ainda que a decisão foi previamente comunicada à população por meio de rádio e grupos de mensagens, orientando os pais a matricularem os alunos em escolas mais próximas de suas residências.

Após a repercussão da medida, grupos de WhatsApp foram criados por pais para discutir o tema, momento em que o suspeito passou a intensificar os ataques contra a gestora. A situação, conforme relato, se agravou após decisão judicial favorável ao município quanto à suspensão do transporte urbano.

Apesar da mudança, a Secretaria de Educação manteve o atendimento a alunos com deficiência e a famílias em situação de vulnerabilidade, garantindo o acesso à educação.

Em nota oficial, a Prefeitura de Mirassol D’Oeste manifestou solidariedade à secretária e destacou que os áudios divulgados apresentam conteúdo que “incita explicitamente a violência física”, além de conter acusações infundadas. A administração municipal também reforçou confiança no trabalho desenvolvido pela gestora e cobrou a adoção de medidas para assegurar sua integridade, além de apoio às investigações conduzidas pela Polícia Civil.