
A beatificação do sacerdote mártir está marcada para o dia 13 de junho, sábado, às 9h, na cidade de Jauru. Segundo o convite divulgado, a diocese, a paróquia e a prefeitura estão organizando a estrutura necessária (incluindo estacionamentos, serviços de saúde e de segurança e praça de alimentação) para acolher bem os peregrinos e caravanas vindas de diversas regiões do estado e também de outras partes do país. A organização também orienta os fiéis a levarem protetor solar e, se possível, banquinhos dobráveis, já que a cerimônia acontecerá em espaço aberto.
A beatificação de Padre Nazareno Lanciotti representa um momento histórico para a Igreja Católica e para toda a região Oeste de Mato Grosso, devendo atrair um grande número de devotos para a cidade de Jauru.
Foto: Diocese São Luiz de Cáceres

Padre Nazareno Lanciotti
Missionário italiano que escolheu o Brasil como terra de missão, padre Nazareno dedicou mais de 30 anos ao serviço dos mais necessitados, fundando comunidades, escolas e obras sociais. Membro do Movimento Sacerdotal Mariano desde 1987, viveu profundamente consagrado ao Imaculado Coração de Maria, deixando um legado de fidelidade, oração e amor à Igreja.
Nascido em Roma em 3 de março de 1940, padre Nazareno Lanciotti era sacerdote diocesano, ordenado em 1966. Após exercer seu ministério em Roma por alguns anos, conheceu a Operação Mato Grosso e, em 1971, chegou ao Brasil. Fixou-se na aldeia de Jauru, na fronteira com a Bolívia, e ali iniciou um fecundo apostolado, desenvolvendo, durante trinta anos, um trabalho missionário, sustentado pela Eucaristia e pela devoção a Virgem Maria.
Fundou uma paróquia, que dedicou a Nossa Senhora do Pilar. Criou cinquenta e sete comunidades eclesiais rurais, onde instituiu a adoração eucarística cotidiana, e um dispensário que, mais tarde, se tornou um dos hospitais mais ativos da região. Construiu a casa de repouso para idosos “Coração Imaculado de Maria”, abriu uma escola com centenas de crianças, às quais também fornece comida, instituiu um seminário menor.
Em 1987, ingressou no Movimento Sacerdotal Mariano e, nomeado diretor nacional para o Brasil, realizou viagens frequentes para organizar encontros de oração. Também se dedicou aos mais pobres e se engajou na luta contra várias formas de injustiça e opressão, como os projetos dos mercantes da prostituição e do tráfico de drogas.
Seu trabalho pastoral revelou-se incômodo e na noite de 11 de fevereiro de 2001, enquanto terminava o jantar com alguns colaboradores, foi gravemente ferido por dois criminosos encapuzados que entraram em sua casa. Morreu em 22 de fevereiro, aos 61 anos. Após a abertura de sua causa, a beatificação foi autorizada pelo Papa Francisco em 14 de abril de 2025.

