Compartilhe

A Polícia Militar registrou, na tarde desta terça-feira (4), uma ocorrência envolvendo um bacharel em Direito suspeito de ter se apresentado como advogado durante um atendimento no setor do Cadastro Único do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), em Indiavaí.

Conforme o boletim de ocorrência nº 2026.255610, o homem acompanhava uma moradora e teria informado aos servidores públicos que atuava como representante dela. Durante o atendimento, ele teria insistido para que fossem realizadas alterações em informações cadastrais.

 

Os funcionários explicaram que as mudanças solicitadas não poderiam ser feitas diretamente pelo município, pois se tratavam de dados importados automaticamente do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), sistema vinculado ao Governo Federal.

Ainda segundo o registro policial, mesmo após receber os esclarecimentos, o suspeito teria elevado o tom de voz, interrompido os servidores diversas vezes, questionado a atuação profissional dos funcionários e continuado exigindo a realização do procedimento.

Um relatório administrativo apresentado à Polícia Militar aponta que a discussão teria causado constrangimento aos servidores, afetado o ambiente de trabalho e prejudicado os demais atendimentos que estavam sendo realizados no local.

Durante o registro da ocorrência, os comunicantes informaram que o homem seria bacharel em Direito, mas teria se apresentado como advogado. Diante dos relatos, foram registradas as naturezas de desacato e exercício ilegal de profissão ou atividade.

A Polícia Militar anexou o relatório administrativo ao boletim de ocorrência e relacionou servidores que teriam presenciado os fatos. Também foram indicadas pessoas que poderão prestar esclarecimentos sobre outros episódios supostamente envolvendo o mesmo indivíduo.

O caso será encaminhado às autoridades competentes, que deverão apurar as circunstâncias da ocorrência e verificar se o suspeito possui ou não inscrição regular para o exercício da advocacia. O registro policial não representa condenação, e o envolvido poderá apresentar sua versão durante a investigação.

Por TM NOTÍCIAS