As rodovias federais de Mato Grosso registraram 139 mortes em 1.526 acidentes entre janeiro e julho de 2026, segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Em 2025, foram 2.636 acidentes, com 243 óbitos e 2.835 pessoas feridas.
Os números ajudam a dimensionar um problema que, muitas vezes, começa em atitudes simples do cotidiano. No Dia Nacional do Trânsito, celebrado em 25 de setembro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar de Mato Grosso (BPMTran) reforçam orientações para deslocamentos mais seguros.
Atenção nas rodovias

Nas rodovias federais, a reação tardia e a falta de reação do condutor estão entre as principais causas de acidentes. Segundo Arthur Nogueira, superintendente regional da PRF, esses fatores estão frequentemente relacionados à desatenção, como o uso do celular e de equipamentos multimídia.
Ultrapassagens em locais proibidos, excesso de velocidade, consumo de bebida alcoólica e entrada na via sem os cuidados necessários também estão entre as causas apontadas.
A orientação, portanto, é iniciar a viagem descansado, verificar as condições do veículo, especialmente pneus e freios, manter distância segura e respeitar a sinalização.
“Se as pessoas obedecessem à sinalização de limites de velocidade e de locais de permissão de ultrapassagem, nós já teríamos uma redução considerável de sinistros”, destaca Nogueira.
O superintendente também orienta o motorista a observar o comportamento dos demais usuários e estar preparado para reagir diante de situações de risco. “É preciso ter paciência, atenção à programação da viagem e empatia. Você tem que dirigir para você e para todos,” pontua o superintendente.
Nas cidades e rodovias estaduais
No trânsito urbano e nas rodovias estaduais, o comandante do BPMTran, tenente-coronel Fábio Ricas destaca entre as ocorrências comuns o uso do celular ao volante, a falta do cinto de segurança e o transporte de crianças sem os dispositivos adequados de retenção. O consumo de bebida alcoólica associado à direção também permanece recorrente nas fiscalizações.
No caso das motocicletas, o cuidado com as crianças deve ser ainda maior. A legislação proíbe o transporte de menores de 10 anos ou daqueles que não tenham condições de cuidar da própria segurança, reforça o comandante.
Pedestre também faz parte do trânsito
Os cuidados também se estendem a quem circula a pé. A orientação é utilizar a faixa de pedestres sempre que disponível e evitar travessias em locais inadequados ou de forma repentina. Motoristas e motociclistas, por sua vez, devem redobrar a atenção em áreas de maior circulação de pedestres.
Para o TCel Ricas, a fiscalização precisa estar acompanhada da participação de quem utiliza as vias.

“A Polícia Militar faz um trabalho de prevenção, mas também de fiscalização, principalmente quando se depara com pessoas praticando algum tipo de conduta que causa risco ao trânsito. Depende muito mais da pessoa, da consciência do motorista”, define o tenente-coronel.
A responsabilidade de cada usuário também passa pelo cuidado com quem divide o mesmo espaço.
“As pessoas precisam se enxergar no trânsito e, principalmente, os maiores precisam ter cuidado com os menores. Trânsito não é competição, trânsito é cooperação”, conclui Nogueira.
Natália Araújo
Coordenadoria de Comunicação Social
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