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Uma pesquisa coordenada no Instituto Federal de Mato Grosso – Campus Pontes e Lacerda detectou o coronavírus em morcegos capturados na região do Arco do Desmatamento, entre a Amazônia e o Cerrado, no estado de Mato Grosso. Realizado em colaboração com pesquisadores de diferentes áreas do IFMT, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro e com a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, o estudo foi publicado na renomada revista internacional Zoonoses and Public Health.
A pesquisa é oriunda do projeto intitulado “Os impactos do desmatamento sobre assembleias de morcegos: a associação do isolamento vegetacional com a possível presença de patógenos zoonóticos na transição Cerrado-Amazônia”, aprovado no Edital 20/2022 PROPES/IFMT pelo Grupo de Pesquisa Ecobats, que é coordenado pelo professor do IFMT Campus Pontes e Lacerda, Dr. Sérgio Gomes da Silva, e pela Dr.ª Francimeire Fernandes Ferreira (Secretaria de Saúde de Cuiabá-MT). O trabalho também contou com investimento em ciência e vigilância ambiental pelas agências CNPq, CAPES e FAPERJ.
 
Segundo Sérgio, os resultados da pesquisa trazem novas informações sobre a diversidade de vírus encontrados na fauna brasileira, além de como essa diversidade viral se molda às mudanças ambientais. “O trabalho reuniu especialistas em Virologia, Ecologia, Biodiversidade e Vigilância em Saúde para analisar a diversidade e a dinâmica de vírus na região, que é intensa e continuamente afetada por ações de desmatamento e fragmentação de habitats. Essas condições podem aumentar o contato desses animais, extremamente importantes para o meio ambiente, com áreas ocupadas por seres humanos e animais domésticos, aumentando o risco de transmissão de doenças.”
Fotos: Grupo de Pesquisa